Sobre o blog
"As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes."
Karl Marx e Friedrich Engels, em 'A Ideologia Alemã'.
Este blog foi criado com o propósito de compartilhar um pouco dos meus estudos e pesquisa nas áreas de Fotografia, Arte, Cultura, História, Economia, entre outros.
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Em junho de 2016, após concluir a faculdade de fotografia, eu aproveitei meu tempo livre para reler um livro que havia me marcado muito: 'O Clube do Filme', do escritor canadense David Gilmour.
O livro tem um tom autobiográfico e conta sobre a corajosa decisão do autor de educar seu filho adolescente de uma forma não convencional: o garoto poderia largar a escola e não se preocupar com trabalho, desde que assistisse, toda semana, os 3 filmes indicados pelo pai.
O livro é interessantíssimo e muito divertido. Mostra que os filmes podem ser bem mais do que mero entretenimento; eles também servem como pontos de partida para nos fazer pensar sobre a sociedade, sobre nossa própria vida.
Além disso o livro trás várias curiosidades sobre o cinema. E isso me fez pensar..
Ao longo dos dois anos e meio da faculdade, foram poucos os momentos em que nos sentamos para apreciar e analisar fotografias. Durante aqueles anos eu tive a oportunidade de conhecer o trabalho de inúmeros fotógrafos que entraram para a história. Porém, eu me dei conta de que eu nada sabia sobre a história por trás daquelas fotografias. Todo o conhecimento que eu tinha sobre aqueles fotógrafos e sobre aquelas imagens eram superficiais. Eu precisa aprender mais.
Esse foi um dos motivos que me motivaram a buscar conhecer melhor o trabalho de um fotógrafo francês, nascido em 1908, e considerado por muitos um dos maiores (senão o maior) fotógrafos de todos os tempos: Henri Cartier-Bresson; o pai do fotojornalismo; o olhar do século XX; o fotógrafo do momento decisivo.
Ao longo dos dois anos e meio da faculdade, foram poucos os momentos em que nos sentamos para apreciar e analisar fotografias. Durante aqueles anos eu tive a oportunidade de conhecer o trabalho de inúmeros fotógrafos que entraram para a história. Porém, eu me dei conta de que eu nada sabia sobre a história por trás daquelas fotografias. Todo o conhecimento que eu tinha sobre aqueles fotógrafos e sobre aquelas imagens eram superficiais. Eu precisa aprender mais.
Esse foi um dos motivos que me motivaram a buscar conhecer melhor o trabalho de um fotógrafo francês, nascido em 1908, e considerado por muitos um dos maiores (senão o maior) fotógrafos de todos os tempos: Henri Cartier-Bresson; o pai do fotojornalismo; o olhar do século XX; o fotógrafo do momento decisivo.
Mas haviam ainda outros motivos: eu queria compreender o por que de alguns fotógrafos se tornarem tão importantes e aclamados, enquanto outros fotógrafos igualmente talentosos eram simplesmente ignorados.
William Eggleston, Stephen Shore, Luigi Ghirri, Antoine d'Agata, Nan Goldin. Todos esses fotógrafos são bastante talentosos, e também são bastante conhecidos no mundo da arte fotográfica. Porém, de todos os alunos do curso, eu era o único que os conhecia. Meus colegas nada sabiam sobre eles, e nem ao menos se interessavam por eles. A maior parte dos meus colegas se interessavam mais pelos fotógrafos de moda e de eventos chiqs; fotógrafos que faziam fotos "bonitas" e tecnicamente impecáveis.
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| William Eggleston - Greenwood, Mississippi, 1973 |
Será que havia algo de errado comigo?
Aquelas fotos tecnicamente perfeitas, de gente bonita em lugares bonitos, não me causavam nenhum impacto - era tudo tão clichê! Mas aquela "feiura" nas fotos de Eggleston, Shore, Guirri, D'Agata, entre outros; aquelas fragmentos do cotidiano; aqueles retratos das coisas banais - ah! Tudo tão lindo e tão fascinante!
Então, para mim, as coisas eram mais complicadas do que haviam me ensinado. Aquelas "regra dos terços" e "proporção áurea" para fazer boas fotografias não eram de tanta serventia assim. Existiam fotos que não se enquadravam nas "regras", e nem por isso elas deixavam de ser belas.
Assim, dia após dia, eu ia desconfiando cada vez mais da eficácia das "regras". Cada vez mais eu desconfiava de que eram outros mecanismos que explicavam o sucesso e o reconhecimento de alguns e o fracasso e a insignificância de muitos outros.
Cartier-Bresson foi o ponto de partida. Conhecer sua história poderia me ajudar a compreender o mecanismo do sucesso e da fama.
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Tem dois anos e meio que eu iniciei essa jornada.
Inicialmente pensei que seria coisa de três meses, no máximo seis. Mas a vontade de descobrir cada vez mais os detalhes por trás das imagens de Cartier-Bresson me levaram para outros caminhos, muito além daquilo que eu inicialmente tinha previsto.
Eu estudei (e continuo estudando) a história do século XX; a história do imperialismo britânico e da independência da Índia; a história das monarquias absolutistas; a história das revoluções industrial e francesa; a história da Revolução de 1948; a história da Belle Époque burguesa, e da ascensão da arte burguesa; a história da colonização do Brasil, da sua independência e a teoria da dependência.
E enquanto eu estudava eu via as cicatrizes do passado por todos os lados, consequências dos problemas mal resolvidos por nossos antepassado. Eu vi a ascensão do discurso de ódio; de pessoas sentindo orgulho dos seus preconceitos. Vi o povo elegendo maníacos lunáticos, fanáticos religiosos. Eu vi campanhas eleitorais sendo feitas baseada em mentiras. Vi gente acreditando em teoria de terra plana, convicta de que a Globo é comunista, e que existe um plano marxista, bancado pelos maiores financistas, com intenção de acabar com todos os valores do mundo ocidental e.
Ao estudar o passado fui compreendendo melhor o presente. E algumas certezas foram se tornando incertas. E algumas dúvidas passadas foram ganhando respostas.
Esse blog é um espaço para compartilhar um pouco de tudo aquilo que aprendi. Um espaço para deixar registrado o andamento das minhas pesquisas. Espero que elas possam ser úteis a alguém além de mim mesmo.
O artista que não compreender o sistema capitalista nunca compreenderá qual seu papel na sociedade capitalista. O artista que não entende a função da arte na sociedade capitalista faz parte da sociedade capitalista - se torna seu porta voz; porta voz da ideologia dominante.
Eu estudei (e continuo estudando) a história do século XX; a história do imperialismo britânico e da independência da Índia; a história das monarquias absolutistas; a história das revoluções industrial e francesa; a história da Revolução de 1948; a história da Belle Époque burguesa, e da ascensão da arte burguesa; a história da colonização do Brasil, da sua independência e a teoria da dependência.
E enquanto eu estudava eu via as cicatrizes do passado por todos os lados, consequências dos problemas mal resolvidos por nossos antepassado. Eu vi a ascensão do discurso de ódio; de pessoas sentindo orgulho dos seus preconceitos. Vi o povo elegendo maníacos lunáticos, fanáticos religiosos. Eu vi campanhas eleitorais sendo feitas baseada em mentiras. Vi gente acreditando em teoria de terra plana, convicta de que a Globo é comunista, e que existe um plano marxista, bancado pelos maiores financistas, com intenção de acabar com todos os valores do mundo ocidental e.
Ao estudar o passado fui compreendendo melhor o presente. E algumas certezas foram se tornando incertas. E algumas dúvidas passadas foram ganhando respostas.
Esse blog é um espaço para compartilhar um pouco de tudo aquilo que aprendi. Um espaço para deixar registrado o andamento das minhas pesquisas. Espero que elas possam ser úteis a alguém além de mim mesmo.
O artista que não compreender o sistema capitalista nunca compreenderá qual seu papel na sociedade capitalista. O artista que não entende a função da arte na sociedade capitalista faz parte da sociedade capitalista - se torna seu porta voz; porta voz da ideologia dominante.
"As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes."
Quem não as domina, é dominado por elas.
Quem não as domina, é dominado por elas.




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